Paraná sedia o 23º Congresso Internacional de Fixação Biológica de Nitrogênio sob liderança da UFPR, em retorno histórico ao Brasil 

31 agosto, 2026
13:00
Por Esther Martins (ASPEC)

Foz do Iguaçu se prepara para receber grandes nomes da biotecnologia agrícola global, com protagonismo direto de pesquisadores e estudantes da UFPR.  

Entre os dias 30 de agosto e 3 de setembro, a cidade de Foz do Iguaçu será palco das discussões globais sobre biotecnologia e sustentabilidade ao sediar o 23º Congresso Internacional de Fixação Biológica de Nitrogênio (ICNF). O encontro é coordenado localmente por docentes Núcleo de Fixação Biológica de Nitrogênio (NFN) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em cooperação com a secretaria da Sociedade Brasileira de Bioquímica (SBBQ), e apoio da Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu e da Fundação Araucária. 

A escolha do Paraná como sede do prestigiado evento científico não foi por acaso. Após um hiato de 27 anos desde a última edição realizada no país, o convite para liderar o encontro partiu do comitê internacional ao professor Emanuel Maltempi de Souza, do NFN-UFPR, e representa o reconhecimento internacional de mais de quatro décadas de excelência científica mantida por pesquisadores, docentes e alunos da UFPR na área. Como marco deste retorno, a conferência de abertura será ministrada pelo professor Fábio O. Pedrosa, pioneiro na área e presidente da única edição anterior realizada no Brasil, em 1999. 

Um Legado Científico na Biotecnologia 

A trajetória do Núcleo NFN da UFPR está diretamente ligada ao avanço desse campo no Brasil, atuando de forma decisiva na transição entre a pesquisa básica de laboratório e a inovação agrícola em campo. Sob a liderança histórica do professor Fábio O. Pedrosa, o grupo consolidou-se como uma referência internacional em regulação genética e bioquímica de microrganismos fixadores de nitrogênio. 

Ao longo de mais de 40 anos de atuação contínua, o grupo construiu sua reputação global produzindo ciência seminal e desenvolvendo modelos de estudo biológicos cruciais, a exemplo da interação de bactérias diazotróficas endofíticas com gramíneas. O grande diferencial histórico do NFN/UFPR reside capacidade de traduzir descobertas complexas em soluções tecnológicas aplicadas diretamente no campo. Essas soluções dão suporte à sustentabilidade da agricultura nacional, gerando economia de bilhões de dólares em fertilizantes nitrogenados químicos e reduzindo drasticamente a pegada de carbono da produção de alimentos. 

Vitrine Tecnológica e Integração Internacional 

A presença da UFPR no 23º ICNF vai além da comissão organizadora e do corpo de palestrantes. A universidade viabilizou a participação de uma comitiva institucional de quase 40 pessoas, incluindo estudantes de graduação e pós-graduação. 

A iniciativa traz aos jovens cientistas brasileiros uma oportunidade ímpar de debater, interagir e trocar experiências diretamente com os maiores expoentes e referências mundiais da biotecnologia. Essa imersão não apenas acelera a inovação nacional, mas também dá continuidade à tradição do NFN de formar novas lideranças que hoje ocupam posições de destaque tanto na academia quanto na indústria global. 

O congresso projeta o Brasil como líder na transição para uma agricultura mundial de baixa emissão de carbono e serve de fórum estratégico para estabelecer os fundamentos da futura “Agricultura 6.0” no Paraná e no país. 

Com atualizações constantes sendo publicadas em seu site oficial (Icnf2026.com.br), o evento atrai um público altamente qualificado de 191 inscritos provenientes de 25 países. A expressiva presença estrangeira reforça a construção de novas parcerias acadêmicas e a integração de redes internacionais de pesquisa. 

Conheça o Núcleo de Fixação Biológica de Nitrogênio da UFPR.