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Mais que o encerramento de uma disciplina, quase uma iniciação científica!

Publicado em: 9 de novembro de 2023 por aspec

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Os estudantes de Biologia Celular Avançada, ministrada pelo Prof. Dr. Marco Randi, tiveram a oportunidade de realizar revisão sistemática de artigos, produção de três artigos e produção e apresentação de pôsteres. Dentre uma lista de doenças, os grupos escolheram abordar as características e tratamentos da Doença de Progéria, da Síndrome de Angelman e da Doença Granulomatosa Crônica.
 
Vale destacar que parte da turma ainda está no início do curso, mas resolveu se aventurar numa disciplina avançada. Geórgia é uma dessas estudantes. “Optei por essa disciplina pelo meu gosto pessoal pela Biologia Celular. Foi difícil, foi a primeira vez que fiz uma apresentação de pôster, mas foi muito interessante descobrir tantas coisas, além de crescer como pessoa e ver os colegas crescendo junto”, conta. Já o Gabryel disse que gostou “demais do formato da disciplina, com a presença constante do professor em cada etapa”.
 
Segundo o Prof. Randi, “para quem está chegando na universidade, com a formação que traz da educação básica, essa disciplina é mais impactante, porque o formato é bem diferente. Não há o professor lá na frente como um transmissor de conteúdo, mas sim um orientador”. Ele explicou que a avaliação também difere de disciplinas padrão, pois são os próprios colegas da equipe que avaliam uns aos outros.

A disciplina Biologia Celular Avançada é ofertada há dez anos e abre vagas para nova turma uma vez ao ano.

Mais de 130 palestrantes no SCB durante a 75ª Reunião Anual da SBPC

Publicado em: 4 de agosto de 2023 por aspec

No último dia 28 de julho encerrávamos as atividades da programação científica da 75ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso (SBPC). Somente no prédio principal do Setor de Ciências Biológicas da UFPR foram 18 conferências e 24 mesas-redondas em apenas cinco dias. Uma verdadeira maratona!

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Recebemos mais de 130 pesquisadores palestrantes representando diversas universidades e instituições do país e do exterior: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), World Wide Fund for Nature Inc. (WWF), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), Instituto Butantan, Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Serrapilheira, Instituto Sumaúma, Observatório da Branquitude, Ciência Suja, Complexo Pequeno Príncipe, Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM), Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), Fundação CERTI, Escuela Nacional de Antropología e Historia de México (ENAH), Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Amazona (UFAM), Universidade do Estado do Amapá (UEAP), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Estadual do Ceará (UECE), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN ), Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Pontifícia Universidade Católica do Paraná e de São Paulo, FAE Centro Universitário, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras (FORPROEX), além da própria SBPC e muitos da UFPR, claro!

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Entre os temas os mais diversos abordados durante os encontros realizados nos nossos anfiteatros, estão políticas públicas, democracia, justiça social, comunicação, inclusão social, ODS e desenvolvimento sustentável, microplástico, modelos climáticos, religião, educação e extensão universitária, relações linguísticas e línguas indígenas, saúde mental, biogeoquímica, saberes tradicionais, etnomusicologia e Amazônia.

A SBPC ecoará em nós, em toda a UFPR e na comunidade científica por um longo tempo!

#sbpcnaufpr

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📸 Por Danielle Salmória (Aspec/SCB/UFPR)

Universidade Federal do Paraná fica em terceiro lugar geral da 62ª edição dos Jogos Universitários do Paraná

Publicado em: 31 de julho de 2023 por aspec

BioNews
Entre os dias 7 e 13 de julho foi realizada a 62ª edição dos Jogos Universitários do Paraná. O evento ocorreu novamente no Norte do Estado, na cidade de Apucarana, que já havia sediado no ano de 2022. A Universidade Federal do Paraná (UFPR) participou com uma delegação de aproximadamente 130 atletas, que disputaram treze modalidades esportivas: Atletismo, Badminton, Basquetebol, Futsal, Handebol, Judô, Karatê, Natação, Taekwondo, Tênis, Tênis de Mesa, Voleibol e Xadrez. No final da competição, a UFPR obteve o 3° lugar na classificação geral entre mais de vinte instituições de ensino superior.

Entre as conquistas coletivas, destacam-se:

1º lugar geral

  • Tênis de Mesa Feminino
  • Taekwondo Feminino

2º lugar geral

  • Atletismo Feminino
  • Voleibol Feminino
  • Xadrez Masculino
  • Tênis Feminino
  • Judô Masculino

3º lugar geral

  • Handebol Feminino
  • Karatê Feminino

 

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As principais conquistas individuais foram:OURO

  • ATLETISMO
    Allan Nicholas Calderon Silva – Lançamento do Dardo
    Ana Cleria Schwartzbach – 400 metros rasos
    Maria Eduarda Negrelli / Duana Helena Schwartzbach / Maisha Boraschi da Silva / Ana Cleria Schwartzbach – Revezamento 4×100 metros
    Maria Eduarda Negrelli / Duana Helena Schwartzbach / Maisha Boraschi da Silva / Ana Cleria Schwartzbach – Revezamento 4×400 metros
    Yasmin Camille Liz do Carmo – Lançamento do Dardo
  • BADMINTON 
    Ricardo Barrim Chandoha / Bruna Barrim Chandoha – Dupla Mista
  • KARATÊ
    Emilly Amorim Cordeiro – Kumitê – Categoria Pena
  • NATAÇÃO
    Maria Eduarda Pereira – 50 m Costas / 100 m Costas / 200 m Costas  / 50 m Livre / 100 m Livre
  • TAE-KWON-DO
    Beatriz Rebelo de Mato
  • TÊNIS DE MESA
    Sabrina Emillyn Mizva – Simples

PRATA 

  • ATLETISMO 
    Allan Nicholas Calderon Silva – Lançamento do Disco
    Ana Cleria Schwartzbach – 200 metros rasos
    Bianca Heloize Gasparin – Lançamento do martelo
    Duana Helena Schwartzbach – 400 metros com barreiras
    Maria Eduarda Negrelli – 400 metros rasos
    Vitor dos Santos Medeiros – 10000 metros rasos / 5000 metros rasos
  • JUDÔ 
    Victor Hugo de C. Ursi – Categoria Médio
  • KARATÊ
    Clara De Assis de Queiroz – Kumitê – Categoria Pesado
  • NATAÇÃO
    Leonardo Kleber Gottert – 200 m Livre / 400 m Livre
  • TÊNIS DE MESA
    Willian Yip / Sabrina E. Mizva – Dupla Mista
  • XADREZ
    Sophia Cadamuro de Moura – Xadrez Rápido

BRONZE

  • ATLETISMO
    Bianca Heloize Gasparin – Arremesso do Peso
    Rafael Francisco Schlind – 10000 metros rasos
    Yasmin Camille Liz do Carmo – Lançamento do Disco
  • JUDÔ 
    Mariana Yagima Maldonado – Categoria Leve
    Sergio Augusto Mello da Silva Jr – Categoria Leve
    Victor Hugo de C. Ursi – Categoria Absoluto
  • TÊNIS
    Natália Mendes Branco Motta – Simples
  • XADREZ
    Kaio Gil das Chagas Lima – Xadrez Relâmpago

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Os atletas agora treinam para sua participação na 70ª edição do Jogos Universitários Brasileiros, que vai ocorrer em outubro em Joinville (SC).

Parabéns aos nossos atletas! Orgulho UFPR!

 

Por Danielle Salmória (Aspec/SCB/UFPR), com informações do Centro de Educação Física e Desportos  (CED/SCB/UFPR)

Duas exposições inauguram novo espaço cultural e de divulgação científica no SCB

Publicado em: 27 de julho de 2023 por aspec

Essa semana especial que estamos vivenciando na UFPR por conta da realização da 75ª Reunião Anual da SBPC marca também a data de inauguração de um novo espaço cultural, de convivência e divulgação científica no Setor de Ciências Biológicas (SCB). O espaço, que fica no andar térreo do prédio principal, ao lado da Biblioteca, recebe as exposições Amazomix e Fritz Müller, inauguradas no último dia 24.

Esse espaço foi pensando, nas palavras do Diretor do SCB, Prof. Dr. Tales Ricardo Cipriani, “para dar um pouco mais de vida às paredes brancas do Setor, que é muito forte na pesquisa científica, estamos todos sempre dentro dos laboratórios, e por isso muitas vezes demos pouca atenção para esses espaços de convivência e circulação. É uma estrutura simples, mas que possibilita termos contato com a arte e a cultura. A ideia é que venham diversas exposições na sequência, podendo ser relativas a trabalhos desenvolvidos aqui dentro do SCB, em outros setores da Universidade ou mesmo por parceiros externos, como é o caso destas duas primeiras mostras.”

 

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A inauguração contou com a presença do Reitor Ricardo Marcelo Fonseca, a Vice-Reitora Graciela Inês Bolzón de Muniz, o Pró-Reitor de Extensão e Cultura da UFPR Prof. Dr. Rodrigo Arantes Reis Diretor, o Diretor do SCB Prof. Dr. Tales Ricardo Cipriani, o Vice-Diretor Prof. Dr. Marcelo de Meira Santos Lima, além de demais autoridades, representantes de instituições parceiras da UFPR, servidores técnicos e docentes e estudantes. O Prof. Dr. Rodrigo Reis disse estar muito feliz por poderem colaborar na viabilização desse espaço assim que receberam a provocação do Prof. Marcelo e do Prof. Tales para transformá-lo num espaço científico cultural e de divulgação científica. “A partir da oportunidade que se colocava a nossa frente com a realização aqui da 75ª Reunião Anual da SBPC, percebemos que havia todo o potencial para articularmos essas ações de integração neste espaço”, contou Reis.

O Reitor parabenizou os professores Tales e Marcelo pela realização e inauguração do novo espaço, especialmente por ser algo voltado “para dentro” da UFPR. “Eu tenho dito que a Universidade precisa saber comunicar melhor, mostrar-se melhor à comunidade externa. A SBPC é uma grande ocasião para isso acontecer, pois estamos recebendo milhares de crianças, escolas, etc. Mas abrir espaço dentro desses corredores para a convivialidade num setor que é tão pujante e que faz tanta pesquisa, que produz tanto conhecimento, tem um significado especial também”, complementa Ricardo Marcelo.

 

“As universidades são lugares de produção do conhecimento, mas também lugares de encontro, de solidariedade, de convivência e de troca. A universidade não é nada sem isso. Nós que passamos um período difícil na pandemia e tivemos que nos adaptar às atividades remotas, sabemos na pele o quanto isso nos fez falta. Os encontros na Universidade podem ser momentos de despertar ideias que fazem a roda do conhecimento girar e que fazem com que as tramas da solidariedade fiquem mais estreitas. A universidade tem que ser feita de relações. Por isso eu quero parabenizar muitíssimo vocês por essa ideia e pela iniciativa de fazerem esse movimento.” — Reitor Ricardo Marcelo Fonseca

 

A Amazomix, uma parceria entre a UFPR e a Aliança Francesa, reúne uma coleção de registros fotográficos da expedição Amazomix, projeto bilateral entre Brasil e França que levou cientistas dos dois países ao alto mar com a missão de estudar e compreender a vida marinha no encontro do Rio Amazonas com o Oceano Atlântico.

Já a exposição Fritz Müller, proporcionada pela SBPC, conta a fantástica história do naturalista Johann Friedrich Theodor Müller, que em 1864 publicou o livro “Für Darwin”, na Alemanha, cinco anos após o britânico Charles Darwin publicar “A origem das espécies”. O livro impressionou tanto Darwin que ele mesmo pagou a tradução do alemão e a publicação da obra em inglês sob o título “Facts and Arguments for Darwin”. Os dois mantiveram uma intensa correspondência e amizade até a morte de Darwin, em 1882. Fritz Müller é o terceiro cientista mais citado em “A origem das espécies” e publicou cerca de três centenas de artigos científicos, grande parte deles em periódicos internacionais, como a Nature.

 

“Espero que a comunidade possa prestigiar sempre esse espaço. A cada nova exposição, que circulem por aqui, leiam, vejam, interajam com esse novo espaço!” — Prof. Dr. Tales Ricardo Cipriani

 

As exposições devem permanecer no SCB por alguns meses. Venha visitar!

📍 Piso térreo do prédio central (no caminho da biblioteca, após a Árvore da Vida)
Centro Polit̩cnico, Av. Cel. Francisco H. dos Santos, 100 РJardim das Am̩ricas

 

Por Danielle Salmória (Aspec/SCB/UFPR)

Diretor do Museu de Zoologia de Harvard visita a UFPR e faz expedição pela Mata Atlântica

Publicado em: 19 de julho de 2023 por aspec

A UFPR recebeu neste mês de julho a visita do Prof. Dr. Gonzalo Giribet, Diretor do Museu de Zoologia de Harvard, pesquisador líder na área de Biologia Comparada, reconhecido mundialmente na investigação da evolução, filogemônica e da sistemática molecular de invertebrados. Os avanços em suas pesquisas foram recentemente reunidos no livro The Invertebrate Tree of Life em coautoria com Gregory Edgecombe que constitui um marco para o estudo e ensino de invertebrados (Giribet & Edgecombe 2020) e na quarta edição do prestigiado livro The Invertebrates (Brusca, Giribet & Moore 2023).

 

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Além de promover uma série de cursos e palestras, o cientista participou de expedições pela Mata Atlântica acompanhando parte da equipe do Laboratório de Sistemática de Insetos Aquáticos (LABSIA) do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná. Visitaram algumas localidades onde o Prof. Ângelo Parise Pinto e a bióloga Laura Caramori realizam pesquisas sobre artrópodes, como a Reserva Particular do Patrimônio Natural Guaricica, mantida pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), parceira em pesquisas e ensino na UFPR. “O principal objetivo dessas expedições foi obter fotos de espécimes vivos de aracnídeos da ordem Opiliones (opliões), que temos estudado e é o grupo em que Gonzalo é especialista”, explica o Prof. Ângelo.

“Um dos meus ídolos desde muito pequeno é o explorador biogeógrafo Alfred Russel Wallace, que descobriu o princípio da seleção natural da evolução juntamente com Charles Darwin. A primeira grande expedição de Wallace foi para a Amazônia e o Rio Negro. O Brasil é um centro de biodiversidade conhecido mundialmente. Por isso desde sempre me fascinou a biodiversidade da zona tropical, o que me levou a trabalhar com muitos colegas brasileiros.” — Prof. Dr. Gonzalo Giribet
A vinda do Prof. Dr. Giribet foi viabilizada pelo Programa Institucional de Internacionalização da UFPR e Rede de Internacionalização em Evolução da Biodiversidade (PrInt/CAPES – RIEB) e pelo curso de Filogenômica de Invertebrados no Programa de Pós-Graduação em Entomologia da UFPR. Interações institucionais por meio da mobilidade de estudantes e pesquisadores de vários países consolidam uma rede internacionalizada para o desenvolvimento de pesquisas com padrão de excelência, concomitante à formação de recursos humanos de excelência, bem como transferência de conhecimento para a sociedade e geração de políticas públicas.

🎥 Assista no canal da UFPR TV no YouTube uma edição especial do programa Plural, que traz uma conversa com o Prof. Dr. Gonzalo Giribet e o Prof. Ângelo Parise Pinto. Mecanismos evolutivos, filogenia (que, grosso modo, é a tentativa de construir a nossa ancestralidade na árvore genealógica) e sistemática molecular de invertebrados foram alguns dos temas abordados.

Por Danielle Salmória (Aspec/SCB/UFPR)

UFPR sedia maior evento nacional sobre Citogenética e Citogenômica

Publicado em: 30 de maio de 2023 por aspec

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VII Reunião Brasileira de Citogenética e Citogenômica (RBCC) recebeu pesquisadores do Brasil e do mundo. (Foto: Danielle Salmoria)

Entre os dias 17 e 20 de maio, pesquisadores brasileiros e estrangeiros dedicados à biologia dos cromossomos se reuniram para a VII Reunião Brasileira de Citogenética e Citogenômica (RBCC), maior evento nacional sobre o tema. O encontro foi sediado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). As palestras aconteceram nos auditórios do Setor de Ciências da Saúde e do Setor de Ciências Sociais Aplicadas, no Campus Jardim Botânico.

A RBCC contou com simpósios, mesas redondas temáticas, minicursos, sessões de pôsteres, comunicações orais, feira de exposições, além de uma programação cultural para confraternização.

Entre os temas discutidos estavam: estrutura cromossômica e arquitetura nuclear; cromossomos especializados; cromatina e dinâmica cromossômica, citogenética evolutiva; divisão celular; genômica comparativa e organização dos genomas; DNAs repetitivos; diagnóstico citogenético e inovações; citogenética aplicada ao melhoramento e produção; novas tecnologias em pesquisa citogenética e citogenômica; e divulgação científica.

O estudante de biologia da UFPR Marco Antônio Campanário Sampaio participou do debate Citogenética Humana: Novas Tecnologias para detecção e caracterização de variantes estruturais no genoma humano, realizada no dia 18. O aluno debateu o tema ao lado dos professores Carla Rosenberg, da Universidade de São Paulo (USP); André Rodrigueiro Clavisio Pereira de Oliveira, da Unisciencem e Juliana Forte Mazzeu, da Universidade de Brasília (UnB).

Sampaio, que pesquisa leucemia, afirma ter se sentido honrado em participar do evento, principalmente em ter sido selecionado para integrar a mesa. “Adorei os brindes, o próprio break foi ótimo e só tenho a agradecer pela oportunidade”, disse.

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A bióloga Mônica Aparecida Valentim de Souza, do laboratório Flow Diagnóstico, em São Paulo, trabalha com genética há mais de 30 anos e conta ter tido a oportunidade de reencontrar amigos da área, além de aprender com as discussões. Entre as palestras que mais gostou, ela destaca o debate sobre aconselhamento genético, com os professores Anelise Rieel Abrahão, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Maria Cunha Ribeiro Amorelli, e Aparecido D. da Cruz e Irene Plaza Pinto, da Pontifícia Universidade Católica (PUC). “E ainda por cima, visitei Curitiba”, complementou. “Fazia muito tempo que não vinha pra cá. A cidade é linda e o pessoal está de parabéns!”.

A biomédica de Brasília Ana Beatriz da Silva Batista German disse que o evento superou suas expectativas, abrindo horizontes para conhecimentos que ela não tinha. Apesar de ter acesso a tanta informação nova, sentiu-se acolhida. “Você fica um pouco com medo, só que depois começa a se sentir à vontade porque aquelas pessoas são parecidas com você, elas gostam da mesma coisa que você. Tá em casa, né?”, comentou.

O evento teve apoio e patrocínio da Sociedade Brasileira de Genética, Capes, Citogem Biotecnologia, Molecular Biotecnologia, Agilent, Unsicience Corporation, Thermo Fisher Scientifc, Phase Tech, Gencell Genética Avançada, Dsys Lab e Instituto Grupo Boticário.

Quem participou já pode baixar o certificado pelo site oficial do evento.

Por Livia Inácio e João Vitor Oliveira (Aspec/SCB/UFPR)

Colação de grau de estudantes de Biomedicina

Publicado em: 9 de maio de 2023 por aspec

Na tarde de 02 de maio, seis estudantes do curso de Bacharelado em Biomedicina da UFPR colaram grau em Sessão Pública na Sala de Reunião do Conselho Setorial de Ciências Biológicas. A Sessão foi presidida pelo Prof. Dr. Thales Ricardo Cipriani, Diretor do Setor, e teve a presença da Profa. Dra. Djanira Aparecida Luz Veronez, Coordenadora do Curso, e de Rodrigo Luiz de Paula Honorato, Secretário do Curso.

 

Os formandos receberam a outorga de grau e os cumprimentos do Prof. Thales Cipriani.

Formandos e familiares e amigos convidados.

 

O Prof. Thales recordou as possibilidades ofertadas aos formandos no decorrer da graduação, especialmente de iniciação científica, de atividades em laboratórios de pesquisa e de estreitarem laços com pesquisadores. Citou também os desafios pelos quais a turma passou durante a pandemia, em período de ensino remoto. “Os parabenizo por terem vencido essa dificuldade a mais na trajetória de seus estudos”, disse o Diretor.

A Profa. Djanira destacou o sucesso do curso, medido pela trajetória dos egressos no mercado de trabalho e na pesquisa. “O curso de Biomedicina é novo na UFPR, começou em 2010, mas já é muito impactante para o Setor”, afirmou.

 

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Momento do Juramento dos Biomédicos conduzido pela Profa. Djanira Veronez.

 

“Estamos aqui nessa vida, acredito, para amar o que fazemos, amar nossa família, amar os amigos e… aprender. Essa vivência é uma experiência de muito aprendizado. Nós gostamos de coisas fáceis, sim, mas são as coisas mais difíceis pelas quais passamos que nos proporcionam grandes aprendizados. E vocês vivenciaram isso na pandemia, porque além do curso de Biomedicina ser denso e ter de ser ofertado parcialmente no formato remoto nesse período, vocês abraçaram a causa e foram para a linha de frente com seus estágios, nos trazendo grande orgulho.” — Profa. Djanira Veronez.

 

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Os formandos receberam a outorga de grau e os cumprimentos do Prof. Thales Cipriani.

 

Aos novos Biomédicos, nossos parabéns e votos de um futuro de muitas realizações profissionais! Vocês estão muito bem preparados e aptos a trilharem agora novos caminhos!

 

Por Danielle Salmória (Aspec/SCB)

Colação de grau de estudantes de Fisioterapia

Publicado em: 8 de maio de 2023 por aspec

Na última sexta-feira, 5 de maio, estudantes do curso de Fisioterapia do Setor de Ciências Biológicas (SCB) celebraram a conquista da colação de grau em Sessão Pública e Solene na Reitoria da UFPR.

A mesa diretiva da solenidade foi composta pelo Prof. Thales Ricardo Cipriani, Diretor do Setor de Ciências Biológicas (SCB); Prof. Marcelo de Meira Santos Lima, Vice-diretor do SCB; Profa. Natália Boneti Moreira, Coordenadora do Curso de Fisioterapia do SCB e professora homenageada pelos formandos; Profa. Raciele Ivandra Guarda Korelo, paraninfa da turma; Profa. Anna Raquel Silveira Gomes, patronesse da turma; e Profa. Talita Gianello Gnoato Zotz, também homenageada. A formanda Natanye Nair Valêncio conduziu o juramento e Beatriz Komar de Carvalho Langame foi a oradora da turma.

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Além dos 22 bacharéis, 10 fisioterapeutas que já haviam recebido a outorga de grau por solicitação de antecipação, receberam os cumprimentos do Presidente desta Solenidade, o Diretor do SCB.

Essa turma de formandos atravessou a pandemia de Covid-19. Portanto, além da história coletiva, cada um carrega as suas próprias histórias de vida desse momento tão difícil, decretado encerrado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) justamente neste dia especial de conclusão de curso. Lembrando os desafios vividos, a Prof. Raciele destacou que cada estudante dessa turma contribuiu com seu próprio crescimento profissional como docente e marcou sua vida com suas histórias. Ela ainda pontuou competência, profissionalismo e ética como três características esperadas de um bom profissional.

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O Prof. Marcelo afirmou que, instrumentalizados pelo melhor e mais versátil saber científico, os novos profissionais “são capazes de atuar agora num amplo campo de competências, visando a promoção do bem-estar, manutenção, prevenção, tratamento e reabilitação dos pacientes.

“A partir de hoje vocês carregam a imensa responsabilidade de serem protagonistas e embaixadores da Ciência. O obscurantismo e o negacionismo sempre foram caminhos mais fáceis e confortáveis para a população em geral, haja vista que a ciência sempre foi propagandeada como uma abstração inalcançável para o povo. Mas o que a pandemia nos ensinou, além de muitas lições como sociedade, foi que nós, cientistas, obrigatoriamente devemos descer de nossas torres de marfim e conversarmos com a população. Tornar a Ciência algo material, palpável, acessível para todos. É o que chamamos de popularização da Ciência. E para essa tarefa, vocês é que serão os protagonistas, os elos de ligação com nossa sociedade, como representantes legítimos da Ciência Brasileira.” —- Prof. Marcelo de Meira Santos Lima, Vice-diretor do SCB.

O Vice-Diretor do SCB fez a entrega do Prêmio “Prof. Newton Freire Maia”, que destaca o maior índice de rendimento acadêmico do curso, à bacharela Gabriella Possas Fagundes.

O Vice-Diretor do SCB fez a entrega do Prêmio “Prof. Newton Freire Maia”, que destaca o maior índice de rendimento acadêmico do curso, à bacharela Gabriella Possas Fagundes.

 

O Prof. Thales estimulou os formandos a terem muito orgulho do diploma recebido nesta noite, “um diploma desta que  figura em todos os rankings entre as melhores universidades do país e a melhor do Estado do Paraná”, destacou. O Diretor afirmou também que na UFPR os novos profissionais não tiveram apenas um curso de graduação, não receberam apenas uma formação técnica, mas “vivenciaram uma universidade de fato, que sempre mostrou preocupação e solidariedade para com o próximo. Tiveram aqui uma formação cidadã”.

Aos novos Fisioterapeutas, registramos nosso orgulho pela conquista, nossos votos de muitas realizações profissionais e nosso convite a manterem o vínculo com a UFPR, dando continuidade em suas carreiras acadêmicas nesta casa centenária!
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Por Danielle Salmória (Aspec/SCB)

Colação de grau de estudantes das Ciências Biológicas

Publicado em: 4 de maio de 2023 por aspec

Nos dias 28 de abril e 02 de maio estudantes do curso de Ciências Biológicas da UFPR realizaram o sonho da colação de grau.

Na Reitoria (dia 28), 28 formandos comemoraram a conquista. A Sessão Pública e Solene foi presidida pelo Prof. Thales Ricardo Cipriani, Diretor do Setor de Ciências Biológicas (SCB), com mesa diretiva composta pelo Prof. Marcelo de Meira Santos Lima, Vice-diretor do SCB; Profa. Erika Amano, Coordenadora do Curso e Nome de Turma; Prof. Andrey Jose de Andrade, Paraninfo; e, Profa. Daniela Fiori Gradia, Patrona. Os Profs. Emygdio Leite de Araújo Monteiro Filho e Renato Goldenberg foram os homenageados da solenidade. As formandas Luani Klutchcouski Antunes e Milena Soares Bindo participaram, respectivamente, como juramentista e oradora de turma.

 

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Sessão Pública e Solene na Reitoria da UFPR para colação de grau de 11 bacharéis, 17 licenciados em Ciências Biológicas e cumprimentos do Presidente desta Solenidade a três biólogos que já receberam a outorga de grau por solicitação de antecipação.

 

Solenidade na Reitoria.

Solenidade na Reitoria.

 

No Anfiteatro 10 do Setor de Ciências Biológicas (dia 02), em Sessão Pública sem solenidade, 18 formandos receberam a outorga de grau, sendo 14 bacharéis, três licenciados e uma formanda em bacharelado e licenciatura.

A formanda Rafaela Cristiny Diniz conduziu o juramento.

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Sessão Pública no Anfiteatro 10 do Setor de Ciências Biológicas (SCB).

O Prof. Marcelo reconheceu as dificuldades da jornada estudantil até chegar a este momento de conclusão de etapa. “É um momento importante da vida de vocês, bem como deste Setor e deste curso, que merece, portanto, essa consagração”, afirmou. Sobre os desafios da rotina profissional, o professor lembrou aos formandos que “são justamente eles que nos movem a nos tornar pessoas e profissionais a cada dia um pouco melhores, um pouco mais competentes, um pouco mais aptos a atuarmos em sociedade”.

Ao final das Sessões Públicas, os novos bacharéis e licenciados foram convidados pelo Prof. Thales a manterem o vínculo com a UFPR, dando continuidade em suas carreiras acadêmicas nesta instituição que figura sempre entre as melhores universidades do país. Ele destacou que o Curso de Ciências Biológicas recebeu nota máxima no último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), tanto no bacharelado quanto na licenciatura, “resultado das ações de professores, técnicos e, sem dúvida, estudantes”, enalteceu.

Aos novos Biólogos Bacharéis e/ou Licenciados, nossos parabéns e votos de um futuro de muitas realizações profissionais! Vocês estão muito bem preparados e aptos a trilharem agora novos caminhos!

 

Por Danielle Salmória (Aspec/SCB)

Fim das testagens em massa do Covid-19 na UFPR

Publicado em: 2 de maio de 2023 por aspec

Há três anos vivíamos o período talvez mais turbulento e inseguro de nossas vidas. Se agora estamos num momento mais tranquilo em relação aos SARS-CoV-2, vírus que causa a Covid-19 e que modificou e marcou a história da humanidade, é porque logo no início da pandemia uma legião de cientistas e pesquisadores se apresentou, algumas vezes superando seus temores pessoais, e assumiu com dedicação a tarefa de enfrentar o desafio de uma geração.

Quando a pandemia da Covid-19 se instalou, houve uma movimentação nacional e internacional de cientistas, a fim de combater a propagação do vírus. No Brasil, isso ocorreu principalmente nas universidades públicas. A UFPR não ficou para trás e no Setor de Ciências Biológicas (SCB), no Centro Politécnico, vários laboratórios e grupos de pesquisa se uniram para ajudar a sociedade com diversas iniciativas. Uma dessas, e talvez a de maior impacto, foi ofertar um serviço de testagem para a Covid-19, extremamente necessário no início da pandemia.

Muitos pesquisadores do SCB se dispuseram a ajudar, dada a experiência prévia de cada um em técnicas de Biologia Molecular. No entanto, para a realização dos exames de diagnóstico há uma regulamentação rígida. A lista de requisitos é longa e se inicia pelo laboratório com nível de biossegurança 2 (existem quatro níveis: NB-1, NB-2, NB-3 e NB-4), que é o adequado ao trabalho que envolve agentes de risco moderado para as pessoas e para o meio ambiente. Além disso, se faz necessário o registro no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e a licença da ANVISA. No SCB, o único laboratório que atende a estes requisitos é o Laboratório de Imunogenética e Histocompatibilidade (LIGH), pois realiza exames moleculares para o cadastro nacional de doadores de medula óssea.

Assim, foram realizadas adaptações no laboratório para evitar a contaminação com aerossóis, uma vez que o SARS-CoV-2 é transmitido majoritariamente pelas vias aéreas. A técnica utilizada foi a RT-qPCR, método considerado padrão ouro para o diagnóstico de Covid-19, que tem por princípio detectar o material genético do vírus, permitindo avaliar se a pessoa está ou não na fase de transmissão ativa, ou seja, se está espalhando o vírus. Após o trabalho de organização e padronização de todas as etapas da rotina, o LIGH recebeu certificação para realizar exames de diagnóstico de SARS-CoV-2, emitida pelo Laboratório Central do Estado do Paraná (LACEN). Finalmente, no dia 16 de julho de 2020, foi liberado o primeiro laudo de exame de detecção de SARS-CoV-2, abrindo o atendimento à comunidade interna.

Cientista lidando com as amostras coletadas no Laboratório de Imunogenética e Histocompatibilidade da UFPR (LIGH). Acervo do Departamento de Genética.

Cientista lidando com as amostras coletadas no Laboratório de Imunogenética e Histocompatibilidade da UFPR (LIGH). Acervo do Departamento de Genética.

 

O objetivo principal do projeto foi o de identificar rapidamente as pessoas infectadas pelo chamado “novo coronavírus”, possibilitando o isolamento destes indivíduos como medida para evitar a propagação da doença.

Numa parceria com o Setor de Ciências da Saúde (SCS), com o Setor de Educação Profissional e Tecnológica (SEPT) e com a CASA-3 (Coordenadoria de Atenção Integral à Saúde do Servidor) foi possível implantar um sistema de triagem de casos suspeitos e de coletas de amostras na comunidade da UFPR. As primeiras coletas ocorreram no campus Botânico, em sistema drive thru, com o apoio da equipe do SCS, que realizava a coleta de secreções nasofaríngeas através de swab nasal (cotonete estéril inserido pelo nariz). A equipe do Prof. Alexander Biondo (Setor de Ciências Agrárias) também contribuiu no processo de coleta, que logo se mostrou ser um importante gargalo pelo fato de exigir pessoal especializado e disponibilidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Para otimizar todo o processo, o Prof. Dieval Guizellini, do Setor de Educação Profissional Tecnológica, elaborou um algoritmo de triagem e seleção daqueles que realmente precisavam do exame e criou site de agendamento. O Prof. Edvaldo Trindade, diretor do Setor de Ciências Biológicas à época, conta que foi uma tarefa muito complexa organizar esta logística para triagem e coleta, que contou com grande apoio da direção do Setor de Saúde (pessoal da Farmácia Escola), da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PRA) e também da Reitoria.

Com o aumento da procura, uma equipe de duas ou três pessoas mostrou-se insuficiente para atender toda a demanda. A equipe científica do projeto buscou então pesquisas que apresentassem métodos alternativos e possibilitassem aumentar o número de coletas sem a necessidade de pessoal especializado. O resultado disso foi a padronização de um método de coleta de amostras de saliva dos pacientes, mais simples e barato que o método do swab, e que mostrou-se tão eficiente e com a mesma sensibilidade para a detecção do novo coronavírus. Além disso, outra vantagem é o fato do novo método se basear numa autocoleta, portanto, pouco invasivo, menos desconfortável e oferecendo menor risco de contaminação para a equipe.

 

Primeiro posto de coleta montado, ainda no Campus Botânico. Acervo do Departamento de Genética.

Primeiro posto de coleta montado, ainda no Campus Botânico. Acervo do Departamento de Genética.

 

“Podíamos montar 15 postos de coleta, onde cada pessoa coletava a sua própria saliva pelo canudinho. Não precisávamos de um grande número de profissionais de saúde especializados e capacitados para fazer a coleta, como seria se estivéssemos fazendo por swab”, explica a Profa. Jaqueline Carvalho de Oliveira, uma das responsáveis pelo projeto. Assim, a mudança de método acarretou redução de custos e mudança de local e estrutura de atendimento, passando a acontecer no estacionamento do SCB.

Posto de coleta no estacionamento do Setor de Ciências Biológicas (SCB). Acervo do Departamento de Genética.

Posto de coleta no estacionamento do Setor de Ciências Biológicas (SCB). Acervo do Departamento de Genética.

 

Feita a coleta das amostras, a execução dos exame era inicialmente manual, sem nenhuma automatização, já que não havia equipamentos para testagem em larga escala, o que limitava o número de testes diários. Com a chegada de um extrator automático de RNA viral, o resultado passou a ser entregue em até 48 horas e foi possível ampliar ainda mais os atendimentos. “A maioria dos resultados eram entregues antes de 24 horas. Até nos mutirões, com um grande número de amostras, nosso resultado sempre foi o mais rápido da cidade”, orgulha-se a Profa. Daniela Gradia, também uma das responsáveis pelo projeto. A partir de novembro de 2020, a UFPR passou a organizar mutirões para atender também a comunidade externa e pessoas assintomáticas. A equipe chegou a realizar 2 mil exames em um único dia.

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Douglas Adamoski manuseando o robô que faz a extração automática de RNA viral das amostras. Acervo do Departamento de Genética.


No período, foram realizados exames para várias instituições, incluindo internos e funcionários do Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná (DEPEN), Polícia Militar, população de rua, comunidades isoladas e instituições públicas de ensino. O Hospital de Clínicas (HC) também foi atendido pelo projeto: a equipe de servidores do hospital, que precisava ser testada regularmente para garantir a segurança no local, era rotineiramente testada pelo serviço, uma vez que a alta demanda de pacientes na época, com muitos leitos extras e adaptados, impedia que os servidores fossem testados no próprio hospital.

Foram 13 mutirões realizados no Centro Politécnico voltados à comunidade da UFPR, além de outras atividades no HC e na Clínica Odontológica do Campus Botânico, com atividades também direcionadas aos colaboradores terceirizados da UFPR, alunos da Casa da Estudante Universitária de Curitiba e apoio à realização de atividades do NC-UFPR. Foram montados postos de coleta de saliva também nos campi de Palotina, Toledo, Litoral e Jandaia do Sul. As amostram eram enviadas a Curitiba via Central de Transportes da UFPR. Ao todo, foram realizados mais de 50 mil exames com 4.381 casos positivos.

A demanda variou, com momentos de picos na chegada de novas variantes. Mesmo com a diminuição da preocupação com a Covid-19 em 2022, a equipe continuou oferecendo os testes durante todo aquele ano. Em 2023, em razão da baixa procura, o serviço de diagnóstico em massa da UFPR foi encerrado no final de março. Porém, a equipe mantém o atendimento de um número menor de testes para diagnóstico de SARS-CoV-2 e Influenza, dentro de projeto de pesquisa para vigilância desses vírus.

Número de exames e casos positivados por mês. Gráfico por Juliana Barbosa.

Número de exames e casos positivados por mês. Gráfico por Juliana Barbosa.

 

Parcerias fundamentais

Muitas pessoas estiveram envolvidas nesse projeto. A força-tarefa contou com estagiários de graduação (Cibele Batina Rabelo, Guilherme Antonio Vendramin, Letícia Dalla Vechia Henschel, Nathalie Carla Cardoso, Thiago Nery de Menezes, Bruna Estelita Ruginsk de Vasconcelos Lima da Silva, Eliza Piccoli, Marcela Santa Clara Brito, Clayton Voidelo Machado e Camila Lais Gonçalves Ribeiro), residentes médicos veterinários (Luiz Fernando Cardoso Garcia, Altina Bruna de Souza Barbosa, Maiara Paifer e Diego Cândido de Abreu), uma voluntária (Anahi Chechia do Couto), bolsistas entre graduandos, mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos (Beatriz Bocatte de Mattos, Bruna da Silva Soley, Carla Adriane Royer, Cristina Kaehler, Diego Candido de Abreu, Helyn Priscila de Oliveira Barddal, Madson Silveira de Melo, Rachel dos Santos de Sena de Vasconcelos, Priscila Ikeda, Carla Juliana Ribeiro Dolenga, Juliana Nogueira Maximiano, Rafaela Nasser Veiga, Vitor Alan Debacker, Jhonn Willian dos Santos , Mariana Satiko Pastore Saito, Felipe Matheus da Silva, Aline Chrystie de Freitas, Leticia Portela Pereira, Marco Steiner Sand, Yasmin Cristina Otto dos Santos, Hellen Abreu, Carolina Gracia Poitevin, Hilda Vanessa Poquioma Hernandez e Ryu Masaki), técnicos Valter Antonio de Baura, Paulo Emílio Ferreira e Alvarenga, Ana Luiza Mattana, além dos docentes do Departamento de Genética, Jaqueline Carvalho de Oliveira, Douglas Adamoski, Daniela Fiori Gradia, Ana Claudia Bonatto e Roseli Wassen, do Prof. Dieval Guizelini (SEPT), dos diretores do SCB, Edvaldo da Silva Trindade, Emanuel Maltempi de Souza, Thales Ricardo Cipriani e Marcelo de Meira Santos Lima, e de uma grande quantidade de voluntários (professores, técnicos-administrativos, estudantes e terceirizados) que colaboraram nos mutirões. Um braço do projeto, coordenado pelo Prof. Dr. Alexander Welker Biondo, formado por estudantes voluntários, se deslocava para realizar coletas em grupos de vulnerabilidade social, como população carcerária, pessoas em situação de rua e indígenas.

O projeto contou ainda com o apoio das equipes do Casa 3 e do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão em Saúde (Nepes) coordenado pela Profa. Daiane Kloh, que fizeram o rastreamento e o monitoramento de integrantes da comunidade acadêmica infectados com o Sars-CoV-2 e até mesmo de pessoas que tiveram resultado negativo, mas que apresentavam sintomas compatíveis com os da Covid-19.

O Prof. Douglas Adamoski, Professor substituto na UFPR à época e atualmente pesquisador no Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) em Campinas-SP, foi um dos personagens essenciais desse projeto. Além de participar das testagens em todas as fases, montou no laboratório as funções automatizadas para geração de laudos. Após a conferência dos resultados, os laudos eram inseridos no sistema, encerrando o trabalho manual. Desse ponto em diante, tudo era automatizado: o laudo e o atestado do médico seguiam para o e-mail das pessoas de forma automática, assim como as informações inseridas nas plataformas obrigatórias (Gal e Notifica). “Isso agilizou muito todo o trabalho e permitiu ampliar o número de atendimentos. Os grandes mutirões de coleta só foram possíveis com a automatização dos dados”, afirma a Profa. Ana Claudia Bonatto.

“Mesmo sendo um período de grande incerteza e receio, com o acúmulo das atividades didáticas remotas e produção de material de divulgação científica, a força tarefa do SCB se mostrou uma excelente oportunidade de auxiliar e mostrar à sociedade o potencial do Setor e da UFPR e colaborar em emergências como a da Covid-19.” —- Prof. Douglas Adamoski

Além do LIGH, tiveram participação no projeto o Laboratório de Citogenética Humana e Oncogenética (LABCHO), também do Departamento de Genética, atuando na realização dos exames, e o Laboratório de Fixação Biológica de Nitrogênio, do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, realizando a genotipagem de SARS-CoV-2 por sequenciamento. E a equipe do Laboratório de Virologia do HC, incluindo as Professoras Sonia Raboni e Meri Bordignon Nogueira, ajudou na padronização da testagem e continua fornecendo suporte.

Não menos importante foi a contribuição de vários grupos de pesquisa fornecendo ou emprestando materiais para a estruturação do laboratório: do Departamento de Zoologia veio o robô de pipetagem para montagem das placas, cedido pelo Prof. Walter Boerger; do Setor de Tecnologia (Prof. Sérgio Braga) por meio de um termociclador; da Farmacologia, um nobreak; entre outros. Alguns laboratórios contribuíram com materiais de consumo como luvas e tubos para coleta quando estes estavam em falta no mercado. Recebemos também doações de material (álcool em gel, luvas, máscaras etc.) de servidores e da população. A maior parte do financiamento dos testes foi realizada pela UFPR com recursos do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Ciência e Tecnologia para combate à Covid-19, do Projeto Rede de Laboratórios de Campanha (Rede Vírus/MCTI/FINEP) e da Rede Paranaense de Testagem (SETI-PR) para aquisição de material de consumo e EPIs. Recebemos ainda doação de kits de RT-qPCR para diagnóstico de Covid-19 do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).

A Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças da UFPR (PROPLAN) teve participação fundamental no sucesso do projeto, disponibilizando bolsas de graduação e pós-doutorado. Num momento em que a pandemia tinha diminuído e, consequentemente, o número de voluntários também, “a Universidade entendeu que era importante manter a segurança, principalmente com o retorno das aulas. Foi criada uma comissão de enfrentamento da Covid-19 e, para o retorno das aulas presenciais, foram lançados alguns editais para ajudar nesse retorno seguro, como o da equipe que fez o aplicativo Check UFPR, o da equipe que analisava os espaços, entre outros”, exemplifica o Prof. Emanuel Maltempi, presidente da comissão de enfretamento da Covid-19 na instituição.

O projeto teve apoio constante da Reitoria da UFPR. Além disso, o Governo do Estado também deu suporte, custeando bolsas. Outros parceiros também contribuíram, incluindo grupos da Enfermagem, do Curso de Farmácia, da Pós-graduação em Bioinformática, da Odontologia, do Setor de Ciências da Saúde e dos quatro cursos do SCB (Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física e Fisioterapia).

 

Legado do projeto de testagem

Uma UFPR mais bem preparada, olhando sempre para a comunidade a fim de oferecer serviços de qualidade, com todo o rigor de laboratórios de diagnósticos. Uma UFPR ainda mais colaborativa internamente, com a união de vários grupos e compartilhamento de estruturas e equipamentos, fortalecendo-se conjuntamente. Uma UFPR ainda mais aberta a trocas de expertise e experiências entre instituições diversas, protagonista de grandes avanços científicos. São incalculáveis os legados deixados por esse projeto.

Fica também como importante legado a implementação do Laboratório NB-3 e do Biotério NB-3, possível, em partes, graças às parcerias e competências estabelecidas durante o desenvolvimento do projeto de coleta.

A atual Direção do Setor de Ciências Biológicas aponta que este foi o maior projeto de extensão que a UFPR já realizou (mesmo sem ter sido assim classificado), pois “impactou direta e extensivamente a comunidade paranaense no momento mais crítico da pandemia, graças ao desenvolvimento científico, capacidade de resposta, e pessoal altamente qualificado que só a universidade pública brasileira consegue mobilizar. Estamos orgulhosos dos resultados e sabemos que a população reconhece a relevância e impacto que produzimos”, diz Prof. Thales Cipriani.

Para o Reitor da UFPR, Prof. Dr. Ricardo Marcelo Fonseca, “esse programa de testagem que o Setor de Ciências Biológicas levou adiante durante boa parte do ciclo da pandemia, com o apoio da Reitoria, foi essencial para a nossa comunidade. Foi um exemplo de como as competências desse Setor são colocadas a serviço da ciência e também da saúde dos integrantes da família UFPR”.

 

O que esperar do Sars-Cov agora?

Essa é uma pergunta difícil de responder, porque já tivemos tantas surpresas… Já tínhamos programado a parada dos exames em dezembro de 2021, quando tivemos apenas um único caso positivo. No entanto, em janeiro surgiu a variante Ômicron e foi aquela explosão de casos”, lembra a Profa. Jaqueline. Ela alerta que precisamos manter a vigilância, pois nada garante que não aparecerão outras variantes que causem aumento de transmissão e que possam ser até mais graves. “Precisamos monitorar, acompanhar e estarmos preparados caso eventualmente venha a aparecer uma outra variante do Sars-Cov ou de outro vírus qualquer”, adverte.

Apesar de estarmos num momento de baixa procura por testes, ainda há casos positivos sendo diagnosticados. Em março, tiveram 22 casos. “Para manter a vigilância bem como as análises de variantes e a busca por novas variantes, pretendemos continuar com alguns testes dentro de projetos de pesquisa, liberando algumas vagas para a comunidade duas vezes por semana”, salienta a coordenadora do projeto.

 

Caminhos da pesquisa

O SCB deve inaugurar em breve o Laboratório NB-3, espaço controlado e periodicamente certificado, fundamental para testar propostas de tratamento e desenvolver vacinas. Por ter isolamento do ar em relação ao ambiente externo e vedação perfeita, nele será possível fazer cultura do vírus vivo, conseguindo multiplicá-lo a fim de estudar estratégias para exterminá-lo. “Fomos muito bem até o diagnóstico. Para o segundo passo, precisávamos dessa estratégia”, explica a Prof. Jaqueline. O NB-3 é um laboratório multiusuário, ou seja, poderá ser utilizado por qualquer pesquisador, inclusive de outras universidades e instituições, após passarem por um treinamento.

O trabalho de rastreamento deve continuar com foco nas análises de Covid e também de Influenza pela saliva, bem como na verificação de outros vírus respiratórios. “Estamos esperando um kit chegar para analisarmos um painel de 12 vírus respiratórios”. A estrutura desenvolvida nesse ciclo servirá também para diagnósticos moleculares associados, por exemplo, ao câncer. “Algumas análises genéticas são importantes para o médico diagnosticar melhor a doença e decidir qual o tipo de tratamento mais adequado para cada caso”, explica a Profa. Jaqueline.

 

Atendimento à população

O esquema de testagem em massa foi encerrado no dia 31 de março, mas manter a vigilância do vírus, variantes e subvariantes é necessário, por isso o atendimento à comunidade continua. Em casos de sintomas respiratórios, a recomendação é que a pessoa diminua o contato com outras pessoas, principalmente com as de maior suscetibilidade a doenças graves e idosos, retome o uso da máscara e realize o RT-qPCR.

Estão sendo disponibilizadas 100 vagas a toda comunidade, membros da UFPR e externos, nas segundas e quintas-feiras, das 9h às 9h30. O agendamento deve ser feito pelo site e a coleta é realizada no estacionamento do Setor de Ciências Biológicas (Centro Politécnico). Os participantes recebem por e-mail o resultado do exame.

 

Por Danielle Salmória (Aspec/SCB)

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