Setor de Ciências Biológicas

UFPR é reconhecida oficialmente como Centro de Referência Paralímpico

Na manhã desta terça-feira, 27 de agosto, o Setor de Ciências Biológicas (SCB) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi palco de um evento de grande relevância: o lançamento do Centro de Referência Paralímpico (CRP) de Curitiba, que integra a Rede de Desenvolvimento do Paradesporto do Estado do Paraná. O Acordo de Cooperação firmado entre Secretaria de Estado do Esporte, a Paraná Esporte, a UFPR e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) visa incentivar o esporte paralímpico no Estado.

A solenidade de lançamento, realizada no auditório do Departamento de Educação Física, reuniu autoridades, docentes, estudantes e atletas, marcando um importante avanço na inclusão e promoção do esporte paralímpico na região. Entre as autoridades que compuseram a mesa de abertura, estavam a Coordenadora do Curso de Educação Física da UFPR, Profa. Cinthia Lopes da Silva; o Coordenador Geral do Instituto de Pesquisa e Inteligência Esportiva (IPIE), Prof. Fernando Renato Cavichiolli; o Coordenador Científico do CRPC, Prof. Raul Osiecki; o Coordenador Técnico do Departamento do Paradesporto da Secretaria de Esporte do Estado do Paraná e representante do Comitê Paralímpico Brasileiro, Mário Sérgio Fontes; o Diretor de Fomento e Promoção do Esporte na Secretária de Esporte do Paraná, Clésio de Marins Prado; o Diretor do SCB, Prof. Thales Ricardo Cipriani; e o Magnífico Reitor da UFPR, Prof. Ricardo Marcelo Fonseca.

Os Centros de Referência fazem parte do Plano Estratégico do CPB. O objetivo do projeto é aproveitar espaços esportivos em estados de todas as regiões do país para oferecer modalidades paralímpicas, visando promover o desenvolvimento de atletas desde a base até o esporte de alto rendimento. Este é o sétimo Centro de Referência inaugurado no Paraná. Segundo Clésio Prado, prevê-se a inauguração de mais dois, totalizando nove CRP no Estado até o final de 2024. “O Estado do Paraná conta com 28 bolsistas representantes do paradesporto nas Paralimpíadas de Paris, mas não é apenas nesses momentos de mundiais que temos de valorizar o desporto. São ciclos olímpicos. Temos de oportunizar e democratizar o acesso ao paradesporto dentro do Estado do Paraná o ano todo”, acredita o Diretor de Fomento e Promoção do Esporte no Estado.

A parceria apresenta um ganho também ao Departamento de Educação Física da UFPR. Para Fernando Renato, “trata-se de uma maior inclusão não apenas das pessoas, mas do próprio curso neste universo”, já que poderão ser incluídos professores que ainda não integram o projeto, porém atuam na área. A coordenadora do curso confirmou o momento singular, tanto para o curso de bacharelado como de licenciatura. “É uma oportunidade de oferecermos uma formação complementar bastante positiva para os nossos estudantes, além da oportunidade de termos um coletivo de docentes envolvido no esporte paralímpico”, explicou Cinthia Lopes.

O benefício do conhecimento acadêmico neste acordo também foi levantado por Mario Sergio. “Tenho certeza que a união com a Universidade Federal do Paraná nos trará todo o conhecimento para que esse Centro possa atingir os nossos objetivos, não só na busca de pessoas ou de atletas de alto rendimento, mas também poder melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência”, disse. O coordenador técnico do Estado vislumbra o Paraná como celeiro de grandes futuros atletas. “Seremos o melhor estado para se trabalhar com paradesporto!”, afirmou.

 

“Para mim, este é um momento muito gratificante. Tive a oportunidade de trabalhar em 1988 como treinador da equipe paraolímpica com deficiências visuais – da qual o Mário Sérgio era o atleta mais indisciplinado [risos]. Naquela época era muito difícil trabalhar com desporto, não havia bolsas, não havia a estrutura que o CPB tem hoje, era uma batalha muito grande. A equipe trouxe sete medalhas olímpicas na época e veio se construindo. É uma grande conquista termos as portas abertas desta Universidade e poder contar com um CRP aqui, abrindo os nossos laboratórios, como o de fisiologia do exercício e de biomecânica, por exemplo, para uma maior integração.” — Prof. Raul Osiecki, Coordenador Científico do Centro de Referência Paralímpico de Curitiba

 

Orgulhoso pela parceria, Prof. Thales recordou se tratar de uma data simbólica para o lançamento do CRP, por coincidir com a véspera de abertura das Paralimpíadas de Paris. Lembrou ainda que o esporte é uma das principais ferramentas de inclusão social, uma forma de oportunizar uma melhor qualidade de vida, além de ser a possibilidade de um direcionamento profissional. Por essas razões, afirmou sua satisfação em ver o IPIE mais uma vez vinculado a uma ação importante. “Desejo sucesso a essa parceria, na certeza de que o IPIE poderá, mais uma vez, contribuir com toda a bagagem de conhecimento científico e tecnológico para o aprimoramento do paradesporto aqui na cidade de Curitiba e no Estado do Paraná”, disse o Diretor do SCB.

Após fazer sua autodescrição, o Reitor da UFPR, Prof. Ricardo Marcelo falou também do orgulho por estar presente nesse lançamento, “especialmente por se tratar de uma parceria com o Programa de Pós-graduação de Educação Física, um programa de excelência, nota 6 na Capes, com internacionalização e pesquisas muito relevantes, aliado ao Instituto de Pesquisa e Inteligência Esportiva, que talvez hoje, na nossa Universidade Federal do Paraná, seja dos projetos mais relevantes do ponto de vista de articulações institucionais e na contribuição para as políticas públicas”.  Comentou ainda sobre a importância de a instituição estar mais uma vez trabalhando ao lado do Estado do Paraná e do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Na sequência, a professora Ana Cláudia Vecchi Osiecki, representante do CPB e Coordenadora do CRP de Curitiba, destacou em seu discurso a importância do Centro de Referência para a universidade e para a comunidade em geral. Realizou a apresentação do projeto e da equipe envolvida, resgatou uma parte da história mundial do paradesporto e trouxe dados da modalidade em contexto nacional. “De acordo com relatório mundial sobre deficiência, cerca de 15% da população vive com algum tipo de deficiência. No Brasil há 18,6 milhões de pessoas com deficiência, indica o IBGE. E de acordo com a Unicef existem cerca de 240 milhões de crianças com deficiência em todo o mundo, o que representa uma em cada 10 crianças”, contextualizou. Para ela, “não podemos nos esquecer do papel essencial que esses projetos desempenham em levar a experiência indispensável de felicidade e dignidade para essas pessoas. E a deficiência não deve ser considerada uma questão do próprio indivíduo, e sim inserida por meio de mudanças ou sistemas sociais”.

Fotos: Danielle Salmória (Aspec/SCB/UFPR)

 

“As modalidades esportivas desenvolvem as habilidades motoras, coordenação e força física. Isso não apenas melhora a aptidão física, mas também contribui para a autonomia e independência. Participar de atividades esportivas pode aumentar a confiança e a autoestima das crianças e jovens. Cada conquista, por menor que seja, é uma vitória que reforça a crença em suas capacidades e aumento da sua segurança e a autovalorização. Além de proporcionar o ambiente onde as crianças e jovens possam fazer amigos, trabalhar em equipe, desenvolver habilidades sociais trabalha-se a interação que é essencial para o desenvolvimento emocional e social. Que esse Centro de Referência possa ser inspiração e motivação para histórias de superação e determinação para esses atletas que mostrarão que é possível vencer desafios e realizar sonhos.” — Professora Ana Cláudia Vecchi Osiecki, Coordenadora do Centro de Referência Paralímpico de Curitiba.

 

A solenidade findou com uma salva de palmas a todos os atletas e paratletas presentes.

Com infraestrutura moderna e uma equipe multidisciplinar capacitada, o novo CRP oferece quatro modalidades — tênis de mesa em cadeira de rodas, parabadminton, goalball e atletismo — com treinos que ocorrem pela manhã e tarde, na pista de atletismo do Centro de Educação Física e Desportos (CED) e no ginásio do Setor de Educação Profissional e Tecnológica UFPR (SEPT).

As inscrições estão abertas para pessoas a partir de 7 anos de idade, com quaisquer níveis de habilidade. Para participar, o atleta e sua família (mãe, pai ou responsável) devem agendar uma conversa inicial com a coordenação do projeto e combinar uma aula experimental na modalidade pretendida, para ver qual a criança ou jovem gosta mais.

Para mais informações sobre o Centro de Referência Paralímpico de Curitiba e as atividades oferecidas, ligar (41) 98495-9971 ou (41) 98858-8637 (Prof. Ana). É possível também acompanhar o projeto na rede social, clicando aqui.


Por Danielle Salmória (Aspec/SCB/UFPR) – 28 de agosto de 2024

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